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23/02/2007
Ano bom para investimentos
    Sem eleições, copa do mundo e uma enormidade de feriados prolongados, especialistas estimam que 2007 será ótimo para a economia e, conseqüentemente, exigirá novos investimentos corporativos. A inflação dá sinais de estagnação e, pelas declarações recentes do presidente Luís Inácio Lula da Silva, a economia deve crescer 5%. Quem ainda não programou seus aportes pode começar a fazer os cálculos, pois a demanda está em ascensão.

    Todos os fatores apontam para uma expansão da economia em 2007. Inflação baixa, crescimento econômico, queda das taxas de juros e aumento dos gastos públicos. A rotina da economia volta aos trilhos após um ano de eleições, copa do mundo de futebol e um vasto número de feriados prolongados. Trata-se de um bom momento para que as empresas, principalmente pequenas e médias, revejam os planos de investimentos produtivos e, assim, registrem aumento de receita. A economia internacional também deve dar a sua dose de contribuição ampliando os negócios com as multinacionais brasileiras e, assim, engordando as receitas locais. Principal trava para os investimentos em produção, as taxas de juros - medidas pela taxa Selic - devem se manter em ritmo de desaceleração, de acordo com as estimativas da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANDIMA). Segundo a entidade, o índice fechou 2006 em 13,3% e deve concluir 2007 em 12%. Sem surpresas, a previsão dos economistas é de que o dólar feche o ano valendo R$ 2,17 e haja um ligeiro aumento da inflação.
    A expectativa em relação ao comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do governo federal, é de algo acima de 4%. O mesmo deve ocorrer com os demais índices que medem a inflação no país, como o Índice de Preços ao Consumidor, monitorado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), cuja previsão é de encerramento do ano em 3,5%. Segundo analistas de mercado, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) projetam, respectivamente, inflação de 4,14% e de 4,25%.
    O governo trabalha para um crescimento da economia de 5% em 2007, o que motiva as empresas a ampliarem as suas expectativas de investimentos. Consulta feita pelo Ciesp - Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - com 590 indústrias associadas revela que 31% delas pretendem elevar os investimentos em 2007. Há um ano, esse percentual era de apenas 6%. O levantamento sinaliza que para 47% das empresas, os investimentos serão mantidos ao longo do ano, e, para 10%, reduzidos. Os investimentos previstos para 2007 têm como foco o mercado interno, ainda segundo a pesquisa do Ciesp. Aumentar e defender a participação no mercado doméstico aparecem como as principais prioridades de investimentos, seguidas de melhora na qualidade das mercadorias, lançamentos e expansão de presença no mercado internacional.
    Os empresários pretendem investir mais em 2007 porque prevêem aumento do consumo doméstico. O levantamento do Ciesp constatou que o aquecimento da economia interna foi apontado por 32% das empresas consultadas como a principal oportunidade para 2007. As empresas citam também os riscos a serem enfrentados este ano: a falta de demanda, principalmente para produtos que mais concorrem com os importados; a eterna disputa com produtos chineses; e a manutenção da taxa de câmbio no patamar atual.
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